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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Seminario “Brasil-India - Instituto Rio Branco, Brasília, 24-25/10/2017

Convite seminário
"Brasil-Índia: 70 anos de relações diplomáticas"


A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), o Ministério das Relações Exteriores e o Indian Council of World Affairs (ICWA) promoverão o Seminário “Brasil-Índia: 70 anos de relações diplomáticas”, a realizar-se nos dias 24 e 25 de outubro de 2017, no Instituto Rio Branco, em Brasília.

Com o objetivo do aprofundar o debate sobre as relações bilaterais entre o Brasil e a Índia, o seminário será composto por palestras sobre "70 anos das relações Brasil-Índia: de onde viemos, desafios atuais nas relações bilaterais e caminhos para maior aproximação"; e  por 3 painéis: (i) segurança alimentar e energética: complementaridades e possibilidades de cooperação entre Brasil e Índia; (ii) evolução das relações econômicas e comerciais Brasil-Índia e perspectivas futuras; e (iii) parceria entre Brasil e Índia para a construção da governança global no século XXI. 

Para mais informações e inscrição visite a página oficial da FUNAG.

Serviço

Seminário: “Brasil-Índia: 70 anos de Relações Diplomáticas”.
Local: Instituto Rio Branco.- Brasília/DF.
Data e hora: 24 e 25 de outubro, às 9h30.
 
O evento será em inglês.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Seminario Azeredo da Silveira - Palacio Itamaraty, Rio de Janeiro, 22/09/2017

FUNAG promove seminário para comemorar o centenário de nascimento de Azeredo da Silva

A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), com apoio do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), convida para o seminário “Centenário de Azeredo da Silveira: o Pragmatismo Ecumênico e Responsável”. O evento, que será realizado em 22 de setembro, às 9h30, no Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro, prestará homenagem ao Ministro das Relações Exteriores Antônio Francisco Azeredo da Silva (1974 – 1979).
O seminário será aberto com uma palestra do embaixador Marcos Azambuja sobre o tema “Azeredo da Silveira e o Itamaraty”, seguida por painéis temáticos. Confira aqui a programação completa.
Inscreva-se.


PROGRAMA TENTATIVO
9:30: Conferência de Abertura: Azeredo da Silveira e o Itamaraty
Embaixador Marcos Azambuja
10:00: Painel 1. Pragmatismo Responsável e Ecumênico (PRE): significado para a PEB. Universalismo e autonomia.
Moderador: Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima
Embaixador Gelson Fonseca Junior
Embaixador Ronaldo Sardenberg
Embaixador Rubens Ricupero
Professora Maria Regina Soares de Lima, IESP/UERJ
Debate
11:30: Painel 2. Relações com os EUA: não alinhamento automático. Fases Kissinger-Silveira (MoU) e Carter. Direitos Humanos. Denúncia do
Acordo Militar
Moderador: Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima
Embaixador Roberto Abdenur
Professor Matias Spektor, FGV-SP
Professora Mônica Hirst, Universidad Torcuato di Tella
Professora Leticia Pinheiro, IESP/;
14:00
Painel 3. A geopolítica da América do Sul: Bacia do Prata e Tratado
Amazônico
Moderador: Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima
Embaixador Rubens Ricupero
Embaixador Luiz Felipe de Seixas Correa
Embaixador Rubens Barbosa
Professor Wanderley Messias da Costa, USP
Debate
15:30 
Painel 4. Decisões estratégicas e suas consequências, internas e
externas: reconhecimento de Angola, reconhecimento da RPC, tratado
nuclear com a RFA.
Moderador: Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima
Embaixador Carlos Augusto de Proença Rosa
Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves
Professor Paulo Visentini, UFRGS
Professor Pio Penna Filho, UnB
Professor Paulo Sergio Wrobel, PUC Rio
Merval Pereira
Debate
17:00 - Painel 5. A gestão da política externa e seu método. Reforma do
Itamaraty. Papel da chancelaria no processo de abertura política.
Moderador: Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima
João Clemente Baena Soares, embaixador
Lucio Amorim, diplomata
Embaixador Carlos Augusto de Proença Rosa
Professor Celso Castro, FGV
Miriam Leitão
Mariangela Hamu
Debate
18:30 - Encerramento 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O Brasil e a Corte Permanente de Arbitragem - seminario, Instituto Rio Branco, 25/08, 9hs

Inscrições abertas para o seminário “O Brasil e a Corte Permanente de Arbitragem: 110 anos de cooperação”
bannersite Brasil Corte
A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), em parceria com a Divisão das Nações Unidas (DNU) do Ministério das Relações Exteriores, o Instituto Rio Branco (IRBr) e a Corte Permanente de Arbitragem (CPA), realizará o seminário “O Brasil e a Corte Permanente de Arbitragem: 110 Anos de Cooperação”, em 25 de agosto, às 9h, no auditório do IRBr.
O secretário-geral da CPA, Hugo Siblesz, fará o discurso de abertura. Compõe a mesa os demais membros: o presidente da FUNAG, embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, o diretor do Instituto Rio Branco, embaixador José Estanislau do Amaral e Souza Neto, e a diretora do Departamento de Organismos Internacionais, embaixadora Maria Luisa Escorel de Moraes.
O evento será dividido em dois painéis: O primeiro abordará os “110 anos da II Conferência de Paz e participação de Rui Barbosa”, tendo como moderador o consultor jurídico do Itamaraty, professor George Galindo. Foram convidados para discorrer sobre o tema, o professor Celso Lafer; Antônio Augusto Cançado Trindade, professor e juiz da Corte Internacional de Justiça; e o embaixador Carlos Henrique Cardim.
O chefe da Divisão das Nações Unidas, ministro Eugênio Vargas Garcia, será o moderador do segundo painel e tratará o tema “CPA e Brasil: perspectivas futuras” com o secretário-geral da CPA e os professores Eduardo Grebler e Nádia de Araújo.
Arbitragem Internacional
À tarde, a CPA oferecerá workshop sobre arbitragem internacional com vagas limitadas a 40 participantes.
O objetivo do workshop é dar aos participantes uma visão prática dos princípios gerais da arbitragem e das diferentes formas de arbitragem internacional e do trabalho da Corte. O curso será voltado para servidores e profissionais com qualificação jurídica, podendo ser aceita a inscrição de estudantes caso haja vagas disponíveis.
Ao final do curso, os participantes terão adquirido experiências técnicas para analisar questões procedimentais comuns que podem surgir em um processo arbitral internacional. O curso será ministrado em português.
Inscreva-se aqui para o seminário e o workshop.

sábado, 12 de agosto de 2017

Ministerial da OMC em Buenos Aires (12/2017): papers de doutorandos

Chamo a atenção para este anúncio de conferência aberta a doutorandos e mestrandos interessados em comércio internacional:
https://gallery.mailchimp.com/ac44df64ebfd49bfa33c0ef9c/files/4993a425-c344-4417-b4d8-ca5fb481c121/Call_for_Papers_WTO_11th_Ministerial_Conference_Think_Track_esp_.pdf

THINK TRACK MC11 
“Pensando en una gobernanza global del comercio internacional para el Siglo XXI: desafíos y oportunidades en vísperas de la 11ª Conferencia Ministerial de la OMC”
Buenos Aires, 12 de diciembre de 2017

CONVOCATORIA PARA PONENCIAS Y PROPUESTAS DE PANEL
Instituciones organizadoras: Gobierno de la República de Argentina, Banco Interamericano de Desarrollo (BID), Instituto para la Integración de América Latina y el Caribe (INTAL), Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI), Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires (UBA), Master of Laws in International Economic Law and Policy (IELPO LL.M.) de la Universidad de Barcelona, Graduate Institute of International and Development Studies, Instituto para el Derecho y la Justicia Internacionales (IILJ) de New York University School of Law (NYU), Georgetown Law.

CONTEXTO
La Argentina será sede de la Conferencia Ministerial de la Organización Mundial del Comercio por primera vez los días 10-13 de diciembre de 2017 (CM11).
En un contexto de incertidumbre sobre el futuro del comercio internacional, la Argentina está convencida de que el camino a seguir es un sistema multilateral robusto, y que es necesario traer la OMC más cerca de la gente. En la próxima CM11, Argentina quiere ayudar a facilitar un multilateralismo renovado, y la comunidad académica está en una posición única para analizar los desafíos que la OMC enfrenta y las oportunidades que se presentan.

En este contexto, el Gobierno de la República Argentina ha lanzado la iniciativa “Think Track MC11”, destinada a apoyar actividades académicas en el ámbito del comercio internacional que puedan contribuir al éxito de la CM11. Como parte de esta iniciativa, con el apoyo del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) y el Instituto para la Integración de América Latina y el Caribe (INTAL), y junto al Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI), la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires (UBA), el Master of Laws in International Economic Law and Policy (IELPO LL.M.) de la Universidad de Barcelona, el Graduate Institute of International and Development Studies, el Instituto para el Derecho y la Justicia Internacionales (IILJ) de New York University School of Law (NYU), y Georgetown Law, el Ministerio de Producción organizará una conferencia titulada
“Pensando en una gobernanza global del comercio internacional para el Siglo XXI: desafíos y oportunidades en vísperas de la 11ª Conferencia Ministerial de la OMC” 
el 12 de diciembre de 2017. 

La conferencia promoverá la presentación y discusión de diferentes perspectivas sobre la CM11 y el futuro de la organización.

CONVOCATORIA PARA PONENCIAS Y PROPUESTAS DE PANEL
Las Instituciones Organizadoras lanzan una convocatoria para ponencias y propuestas de panel con miras a contribuir a la Conferencia sobre la base de tres temas principales:

I. Pensando en la gobernanza global del comercio internacional Los participantes son invitados a discutir el escenario del comercio internacional y a abordar los desafíos y oportunidades de cara al futuro, incluyendo el rol del multilateralismo, la evolución de los acuerdos comerciales regionales, la influencia de la política en el sistema comercial internacional, entre otros.

II. La OMC llega a la mayoría de edad A medida que se aproxima el 23° aniversario de la OMC, las propuestas de reforma abundan. Los participantes son invitados a presentar opiniones e ideas para mejoras de la OMC como institución, tales como cambios en su marco institucional, incluyendo la solución de diferencias, y sobre si la OMC debe lidiar con algunas de las cuestiones más apremiantes en la economía internacional (desarrollo, cuestiones ambientales, deuda y finanzas, entre otras), y cómo.

III. La Conferencia Ministerial de Buenos Aires Las discusiones se centrarán en la agenda para la 11ª Conferencia Ministerial y sus posibilidades de éxito, incluyendo los temas nuevos y sus desafíos, el progreso de las negociaciones, el legado de la Ronda Doha, entre otras.

PROCEDIMIENTO
Presentación de resúmenes Estudiantes de posgrado e investigadores jóvenes interesados en presentar trabajo original en la Conferencia deberán enviar un resumen o sinopsis del artículo propuesto detallando
i) el título;
ii) un resumen de 500 palabras o sinopsis;
iii) cinco palabras clave;
iv) CV actualizado.

Las propuestas de panel deben incluir:
i) 3-5 ponentes (que pueden incluir, inter alia, académicos, profesionales, funcionarios gubernamentales, abogados) que se comprometan a viajar a la Conferencia;
ii) título y resumen de la discusión de los tópicos;
iii) información personal de los ponentes;
iv) moderador propuesto.

Los resúmenes y propuestas de paneles deben ser enviados el 15 de septiembre de 2017 a más tardar, en inglés, español o francés a: a.cuevas@ielpo.org.
En caso de enviarse un resumen o propuesta en español o francés, deberá incluirse una versión en inglés.

Selección
Un comité académico compuesto por especialistas de renombre en el área de comercio internacional seleccionará los resúmenes y las propuestas de panel más relevantes de acuerdo a los criterios siguientes:
a) El carácter apropiado para las metas y los tópicos de la Conferencia;
b) Originalidad, creatividad y potencial para contribución a las discusiones;
c) Relevancia para el contexto de las negociaciones dentro del marco de la OMC y la CM11.

Las Instituciones Organizadoras notificarán su decisión sobre la aceptación de resúmenes y propuestas de panel para el 9 de octubre de 2017.

Envío de artículos y documentos de trabajo Los estudiantes e investigadores cuyas propuestas de artículo hayan sido admitidas para presentar en la Conferencia deberán enviar sus artículos completos o documentos de trabajo de hasta 18.000 palabras para el 1 de diciembre de 2017.

Los documentos de trabajo serán aceptados siempre que constituyan borradores completos y extensivos.

FINANCIAMIENTO PARA PARTICIPANTES
Las Instituciones Organizadoras desafortunadamente no podrán cubrir gastos de traslado o alojamiento para todos los participantes. Sin embargo, un número limitado de becas parciales estará disponibles para gastos de traslado y alojamiento de algunos participantes.
Se dará prioridad a estudiantes de posgrado y doctorandos que no puedan obtener apoyo por otros medios y a académicos de países en desarrollo y menos adelantados.
Aquellos que deseen solicitar una de estas becas deberán enviar una carta personal a.cuevas@ielpo.org (Asunto: “Solicitud de ayuda financiera”) declarando el motivo de la solicitud de beca, junto con una carta de recomendación de un supervisor.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Roberto Campos: lancamento de livro (17/04), e seminario (18/04/2017), no Rio de Janeiro


Lançamento do livro 
O Homem que Pensou o Brasil: itinerário intelectual de Roberto Campos
(Curitiba: Editora Appris: 2017)

Seminário no Rio de Janeiro comemora o centenário do estadista, economista e diplomata Roberto Campos
Para comemorar o centenário de nascimento do economista e diplomata Roberto Campos (em 17 de abril de 1917), a Fundação Alexandre de Gusmão, com organização do IPRI, promove, em 18 de abril, na sede do Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro, o seminário “Roberto Campos: o homem que pensou o Brasil”, com a participação de diversos autores do livro organizado por Paulo Roberto de Almeida, O Homem que Pensou o Brasil: itinerário intelectual de Roberto Campos (Curitiba: Editora Appris, 2017), ademais de outras personalidades que discutirão a importância do diplomata para a vida pública brasileira.
O evento começa às 9h com abertura pelo diretor do Instituto de Pesquisa Relações Internacionais (IPRI), Paulo Roberto de Almeida, e diversos outros representantes das entidades patrocinadoras (CEBRI, Instituto Millenium, IBGE, Academia Brasileira de Letras, IBGE). Em seguida, será aberta a primeira mesa de debates “O Intelectual” com o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Ernesto Lozardo; o docente na Faculdade Arthur Thomas, Londrina, Ricardo Velez Rodríguez; e o professor da Universidade de Brasília (UnB), Eduardo Viola.
A atividade de Roberto Campos como “Parlamentar” será o segundo tema de debate da homenagem. Para discorrer sobre o assunto, foram convidados o jornalista da Rede Globo e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Merval Pereira, o embaixador Carlos Henrique Cardim e os professores da UnB, Antônio José Barbosa, consultor legislativo, e Paulo Kramer, assessor legislativo.
No início da tarde, a terceira mesa será composta pelo ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco; o economista e professor, Luiz Alberto Machado; o cientista político e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Reginaldo Perez; e o diretor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) Roberto Castello Branco, para discutir o lado “Estadista e modernizador” do diplomata.
Por fim, a vida de Roberto Campos será tratada em “O diplomata” com participação do ex-ministro da Fazenda, Marcilio Marques Moreira; a presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB), embaixadora Vitoria Alice Cleaver; o gestor público do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG), Rogério de Souza Farias; e o editor da Topbooks, José Mário Pereira.
Roberto Campos

Formou-se em filosofia em 1934 e em teologia em 1937, nos Seminários Católicos de Guaxupé e Belo Horizonte. Mestrado em economia pela Universidade George Washington, Washington D. C. Ingressou no serviço diplomático brasileiro em 1939. Foi consagrado Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova York, em 1958, e pela Universidade Francisco Marroquim, Guatemala, 1996. Roberto Campos foi deputado federal pelo PPB, RJ, por duas legislaturas (1990 / 1998), após cumprir oito anos de mandato como senador (1982 / 1990) em Mato Grosso, sua terra natal. Além disso, foi embaixador em Washington e em Londres.
Participou, ao lado de Eugênio Gudin, do Encontro de Bretton Woods, que criou o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), negociou os créditos internacionais do Brasil no pós-guerra (origem da Companhia Siderúrgica Nacional - Volta Redonda), coordenou as ações econômicas do Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek e foi ministro do Planejamento e Coordenação Econômica durante o Governo Castelo Branco.
Defensor incondicional das liberdades democráticas e da livre iniciativa durante mais de 40 anos, em palestras, conferências, livros e artigos, Campos defendeu a inserção do Brasil no contexto da economia internacional, com base na estabilidade monetária, na redução do tamanho e da influência da máquina administrativa nas atividades produtivas e na modernização das relações entre o Estado e a sociedade.
Em seu mais comentado livro, “A Lanterna na Popa”, fez uma auto-avaliação da trajetória como diplomata, economista e parlamentar, descrevendo detalhes da convivência com John Kennedy, Margareth Thatcher, Castelo Branco, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Jânio Quadros.

domingo, 2 de outubro de 2016

Seminario 200 anos de Varnhagen, no IHGB, RJ: 25-26/10

Em homenagem aos 200 anos do nascimento do patrono da historiografia brasileira, Francisco Adolfo de Varnhagen (nascido em 17/02/1816, perto de Sorocaba, SP), o Instituto Histório e Geográfico Brasileiro organiza, em sua sede no Rio de Janeiro, seminário em homenagem ao grande historiador, diplomata e estrategista da nacionalidade, nos dias 25 e 26 de outubro, sempre pela tarde.
A parte final deste pequeno folder de programação, de apresentação de obras publicadas, ainda precisa ser ajustada, mas o essencial das palestras está confirmado.
O livro ali faltante é o resultante do seminário organizado pela Fundação Alexandre de Gusmão em abril passado, no Instituto Rio Branco, já objeto de algumas postagens minhas neste mesmo espaço, cujos dados são os seguintes:
Sérgio Eduardo Moreira Lima (org.): Varnhagen (1816-1878): diplomacia e pensamento estratégico (Brasília: Funag, 2016, 260 p.;  disponível no site da Funag, link: http://funag.gov.br/loja/download/1156-varnhagen-1816-1878.pdf ). 


Publiquei pequeno resumo de minha contribuição a esse último livro, nestes dois artigos sequenciais de Mundorama:

“O pensamento estratégico de Francisco Adolfo de Varnhagen”, Mundorama; (primeira parte, 17/02/2016, link: http://www.mundorama.net/2016/02/17/o-pensamento-estrategico-de-francisco-adolfo-de-varnhagen-por-paulo-roberto-de-almeida/); divulgado por inteiro no Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2016/02/o-pensamento-estrategico-de-varnhagen.html).

  “Impactos do pensamento estratégico de Francisco Adolfo de Varnhagen”, Mundorama; (segunda parte, 19/02/2016, link: http://www.mundorama.net/2016/02/19/os-impactos-do-pensamento-estrategico-de-francisco-adolfo-de-varnhagen-por-paulo-roberto-de-almeida/).

Paulo Roberto de Almeida 
Brasília, 2 de outubro de 2016.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Seminario sobre o Futuro da OMC, Itamaraty, 27/09/2016


 SEMINÁRIO
O FUTURO DA OMC: RISCOS E OPORTUNIDADES
Brasília, 27 de setembro de 2016

PROGRAMA TENTATIVO

Abertura (9h00-9h15)
Embaixador Sergio Eduardo Moreira Lima (Presidente da FUNAG)
Embaixador Carlos Márcio Cozendey (SGEF/MRE)

Painel 1: Agricultura –Interesses e desafios na OMC (9h15-10h45)
Interesses brasileiros em agricultura nas negociações multilaterais; os resultados alcançados; os próximos desafios; as principais dificuldades; possíveis encaminhamentos.
Moderador: Ministro Alexandre Parola (DEC/MRE)
Palestrantes:
Alexandre Pontes (SRI/MAPA)
Alinne Betânia Oliveira (CNA)
Pedro de Camargo Neto
Intervalo (15 min)

Painel 2: Serviços e Investimentos na OMC (11h00-12h30)
Estado de situação do tratamento multilateral dos temas de serviços e investimentos; as negociações do TiSA; interesse brasileiro.
Moderador: Embaixador Carlos Márcio Cozendey (SGEF/MRE)
Palestrantes
Renato Rezende de Campos Souza (SECEX/MICS)
Embaixador Luis Antonio Balduíno Carneiro (SAIN/MFaz)
Luigi Nese (Confederação Nacional de Serviços)
Edna Cesetti (SCS/MDIC)
Debate Geral: 12h00

Painel 3: Regional x Multilateral: Implementação do parágrafo 28 da Declaração de Nairóbi (14h30-15h45)
Discussão sobre o impacto dos acordos regionais sobre a OMC; aperfeiçoamento da análise dos acordos regionais pela OMC.
Moderador: Embaixador Ronaldo Costa Filho (DNI/MRE)
Palestrantes:
Pedro da Motta Veiga (CINDES)
Renato Baumann (SEAIN/MPOG)
Carlos Abijaodi (CNI)
Carlos Henrique Fialho Mussi (CEPAL)
Debate geral:

Intervalo (15 min)

Painel 4: Atualização temática da OMC
Possíveis negociações sobre comércio eletrônico na OMC; Defesa da concorrência: histórico e perspectivas; oportunidades para as PMEs.
Moderador: Embaixador Carlos Márcio Cozendey (SGEF/MRE)
Palestrantes:
Marcelo Maia Tavares de Araújo (SCS/MDIC)
Márcio de Oliveira Junior (CADE)
Thomaz Zanotto (FIESP)
Jorge Arbache (MPOG)
Debate geral:

Encerramento (17h45)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Seminario “A importancia da Espanha para o Brasil: Historia e Perspectivas” - Itamaraty, 31 de agosto

Todos estão gentilmente convidados a este Seminário
A importância da Espanha para o Brasil: História e Perspectivas
na parte da manhã do dia 31 de agosto, um bom fechamento de mês, talvez sob nova situação...

domingo, 17 de abril de 2016

Keynesianos e pos-keynesianos, um congresso para todas as tendencias, Kansas City, MO

Atenção à data: 15 de maio

Dear colleagues,

We are delighted to invite you to join us at the 13th International Post Keynesian Conference in Kansas City, MO. Mark your calendars! The conference is September 15-18, 2016 at the University of Missouri – Kansas City.

Please help us spread the word by sharing this message with your colleagues.

Call for Papers

Please send your paper and panel submissions to umkcpkconference@umkc.edu
Final date for submission is May 15, 2016

Conference themes will include:
The Shoulders of Giants: contributions of our forefathers and foremothers
The Future of Post Keynesian Economics
Can Euroland Survive?
Tapering and the end of QE
Is secular stagnation the New Normal?
The dangerous fantasy of Growth through Austerity
The role of BRICS in the developing world
Has China offered a New Economic Model?
Modern Money Theory, Functional Finance, and Job Guarantee/ELR
Keynotes will include presentations by Lord Robert Skidelsky and James Galbraith.
This year’s conference is sponsored by:
the Journal of Post Keynesian Economics,
the Levy Economics Institute Of Bard College,
the Binzagr Institute for Sustainable Prosperity
and the University Of Missouri-Kansas City.

Stay tuned for more conference details will be posted here: http://www.pkconference.com/
--
Fadhel Kaboub
Associate Professor of Economics, Denison University
President, Binzagr Institute for Sustainable Prosperity
Granville, OH 43023
740-587-6315 @FadhelKaboub

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

ABRI realiza seu seminario de RI em Florianopolis, 29-30/09/2016


ABRI realizará em Florianópolis 3º Seminário de RI

Entre os dias 29 e 30 de setembro a Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI) promoverá o 3º Seminário de Relações Internacionais, com o tema Repensando interesses e desafios para a inserção internacional do Brasil no século XXI. O evento acontecerá na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, e promoverá a discussão de trabalhos através de painéis, workshops doutorais e mostra de iniciação científica, agrupados de acordo com as sete áreas temáticas da Associação:
  1.  Análise de Política Externa;
  2. Economia Política Internacional;
  3. História das Relações Internacionais e História da Política Externa;
  4. Instituições e Regimes Internacionais;
  5. Segurança Internacional, Estudos Estratégicos e Política de Defesa;
  6. Teoria das Relações Internacionais;
  7. Ensino de Relações Internacionais.
O objetivo do seminário é discutir e aprofundar as temáticas específicas da área de conhecimento, com o intuito de melhor qualificar o ensino e a pesquisa no campo das relações internacionais no país. Nos anos 2000, o Brasil assumiu uma nova posição de proeminência internacional. Em um cenário internacional em transformação, o país ampliou a sua presença em alguns temas e arenas centrais da política internacional, ao mesmo tempo em que reafirmou aspectos estruturais do seu comportamento externo.
Mudanças internas no país e no âmbito regional e internacional confluíram para a implementação de uma política externa com novos horizontes, trazendo também novos interesses, desafios e dilemas, cujos significados ainda não foram suficientemente dimensionados. Entre a primeira e a segunda década dos anos 2000, apesar do curto intervalo, a política externa brasileira passou por oscilações significativas, que incidiram sobre as próprias bases e as perspectivas da estratégia de atuação global do Brasil. Assim, na medida em que a política externa do país se torna cada vez mais complexa, é fundamental uma reflexão aprofundada sobre os interesses e desafios para a inserção internacional do Brasil, bem como sobre a própria natureza do ambiente internacional no século XXI e seus contornos definidores.
Insformações adicionais e inscrições no evento podem ser realizadas aqui.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Livro sobre Varnhagen, a ser apresentado em seminario no IRBr, em 1/04/2016 - capitulo Paulo R. Almeida

Informo (como se diz nos telegramas de chancelaria), sobre meu trabalho mais recente, ainda em revisão para próxima publicação:


2944. O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade”, Brasília, 23 março 2016, 44 p. Texto preparado para o seminário “Varnhagen (1816-1878): diplomacia e pensamento estratégico”, realizado em 1/04/2016 no Instituto Rio Branco, e destinado a integrar livro a ser publicado pela Funag: Varnhagen: diplomacia e pensamento estratégico (em preparação). Disponível na plataforma Academia.edu (https://www.academia.edu/23891582/O_pensamento_estrat%C3%A9gico_de_Varnhagen_contexto_e_atualidade).

 

Eis o índice do livro, ainda com título provisório: 

Varnhagen (1816-1878)
Diplomacia e pensamento estratégico
 

 
Sumário

Apresentação
   (Ministro de Estado das Relações Exteriores)
Prefácio
       Sérgio Eduardo Moreira Lima

1. Integridade e integração nacional: duas ideias-força de Varnhagen
       Arno Wehling
2. Varnhagen: A formação do Brasil vista de “fora” e de “dentro”
       Luiz Felipe de Seixas Corrêa
3. A geração de Varnhagen e a definição do espaço brasileiro
       Synesio Sampaio Goes Filho
4. O descobridor de Brasília: Varnhagen, ideólogo da modernização
       Carlos Henrique Cardim
5. O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade
       Paulo Roberto de Almeida
6. Varnhagen e a América do Sul
       Luis Cláudio Villafañe Gomes Santos

Notas sobre os autores

E o que selecionei como frontspício (mas não sei se será mantido):

Acabemos pois com as adulações, que elas, longe de fomentar o patriotismo, ocasionam a incúria e o desleixo. Se acaso censurais ou lamentais este ou aquele vício na administração, este ou aquele cancro consumidor do país, nunca faltará uma voz que vos diga: “Ora! O país é grande: temos muitos recursos: no futuro seremos e aconteceremos etc. ...” Desgraçados! E que havemos de ser, se não pomos de nossa parte os meios? (...) Porventura a natureza portentosa do Brasil já não era a mesma na época do descobrimento?

Memorial Orgânico que à consideração das Assembleias Gerai e provinciais do Império apresenta um brasileiro
Dado à luz por um amante do Brasil
[Francisco Adolfo de Varnhagen]
 (edição incógnita, impressa em Madri, em 1849, capítulo primeiro: “Alguns enunciados”).



Francisco Adolfo de Varnhagen apresenta uma “resumida alegação do que tem feito em prol do país”, não só vários trabalhos historiográficos, aos quais tem dedicado “muitas horas, e muitos dias passados que pudera, depois de preencher os deveres da Secretaria, e os de representação, entregar à distração, os entregou ao Brasil, roubando-os por ventura alguma vez ao sono”, como, por exemplo, “com o escrever a História do Brasil para oferecer à S. Majestade”, além de “sérios estudos... sobre outros pontos de nossa pública administração, e a dizer por escrito ao país muitas verdades em vez de o adular...”

 “Memorial” enviado ao Ministro do Império pelo recém designado Encarregado de Negócios em Madri, nas últimas semanas de 1851; constante do Arquivo Imperial em Petrópolis, in: Clado Ribeiro de Lessa (org.); Francisco Adolfo de Varnhagen. Correspondência Ativa. Rio de Janeiro: INL, 1961, pp. 167-8.
 

terça-feira, 29 de março de 2016

Varnhagen: 200 anos do nascimento - Seminario no Instituto Rio Branco, 1/04/2016

Seminário "Varnhagen (1816-2016): diplomacia e pensamento estratégico"
A Fundação Alexandre de Gusmão realizará o seminário “Varnhagen (1816-2016): diplomacia e pensamento estratégico”, no Instituto Rio Branco, em Brasília, em 1º de abril de 2016, a partir das 15 horas.

O seminário homenageia o bicentenário de nascimento do diplomata Francisco Adolfo de Varnhagen, considerado um dos patronos da historiografia brasileira. O evento é fruto de parceria com o Instituto Rio Branco (IRBr), Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), Universidade de Brasília (UnB) e Instituto Martius-Staden.

Para mais informações: http://goo.gl/JHNxay

sexta-feira, 25 de março de 2016

O pensamento estrategico de Varnhagen: contexto e atualidade - Paulo Roberto de Almeida

Meu texto para o seminário do próximo dia 1o. de abril, no Instituto Rio Branco, a ser disponibilizado por inteiro assim que terminar a revisão.
Paulo Roberto de Almeida

O pensamento estratégico de Varnhagen: contexto e atualidade

Paulo Roberto de Almeida

Sumário:
Questões introdutórias e de organização do ensaio1
1. Varnhagen possuía um pensamento estratégico? , 4
2. Quais tipos de pensamento estratégico existiam na época de Varnhagen?, 8
3. Quais os componentes centrais do pensamento estratégico de Varnhagen?, 10
4. Como o pensamento de Varnhagen se refletiu no Estado imperial?, 20
5. Qual o legado desse pensamento na construção do Estado brasileiro moderno?, 25
6. Existe uma modernidade em Varnhagen?, 33
Bibliografia, 43

Questões introdutórias e de organização do ensaio
Este é um ensaio de aproximação intelectual ao pensamento estratégico de Francisco Adolfo de Varnhagen, que pode ser enquadrado na categoria da história das ideias políticas no Brasil. A temática principal, desdobrável em duas perguntas vinculadas entre si, poderia ser apresentada da seguinte maneira:
(1) Varnhagen, seja enquanto historiador, seja como diplomata, ou mesmo como “estadista improvisado”, possuía, ou era dotado de, “um” pensamento estratégico? Em outros termos, em que medida aderia ele a conceitos basilares das doutrinas estratégicas do seu tempo, e como tais conceitos, se presentes efetivamente em seu pensamento, se refletiram em sua vasta obra, tanto a de cunho historiográfico – como a História Geral do Brasil (1854-57) – quanto a de natureza mais política – como, por exemplo, o Memorial Orgânico (1849-1850) –, tal como se tentará aqui discutir?
Uma questão adicional ao tema principal acima enunciado poderia ser a da especulação sobre a existência, reconhecida ou não, de discípulos, explícitos ou implícitos, em sua própria época, ou nas décadas e no século que se seguiram ao ativismo intelectual e diplomático do patrono da historiografia brasileira. Não existem evidências nesse sentido, embora a obra principal de Varnhagen tenha dominado o pensamento histórico no Brasil durante quase um século, até praticamente o pós-guerra.
Várias outras perguntas secundárias – que servirão de guias para o itinerário argumentativo deste ensaio – podem ser formuladas no contexto do quadro conceitual delimitado pela suposição inerente ao título deste ensaio, suposição que parte, portanto, de uma resposta positiva à primeira pergunta formulada, a de que Varnhagen possuía, de fato, um pensamento estratégico. Tais questões adicionais são as seguintes:
(2) Existiam doutrinas estratégicas, ou de natureza geopolítica, propriamente formalizadas, no período formativo do pensamento de Varnhagen, e de que tipo seriam essas estratégias, ou “geopolíticas”, em construção na primeira metade do século XIX, que se desenvolveram mais para o final do século e que passaram a conhecer notável florescimento na primeira metade do século XX?
(3) Quais os componentes principais do pensamento estratégico de Varnhagen – se admitirmos que ele possuiu um – e como este se apresentou em sua obra?
(4) Que consequências ou efeitos teve esse tipo de pensamento no ideário, ou na ideologia, das elites dirigentes brasileiras, em especial as militares e as diplomáticas, nas décadas que se seguiram?
(5) Que legado produziu no pensamento estratégico brasileiro do século XX, quais foram os seus porta-vozes e qual o impacto desse tipo de pensamento na definição de políticas públicas nas áreas da segurança nacional, do desenvolvimento econômico e do papel do Estado na organização nacional? Como a vertente do pensamento propriamente “estratégico” de Varnhagen se incorporou à, ou recebeu continuidade na, obra de “geopolíticos” do século XX?
(6) Existe uma modernidade em Varnhagen? Dito de outra forma, suas reflexões e propostas para os problemas brasileiros de meados do século XIX poderiam ser transpostas, com as adaptações de praxe, aos desafios brasileiros do início do século XXI? Qual seria o pensamento estratégico, de inspiração varnhageana, que poderia impulsionar um esforço similar, ou funcionalmente equivalente, para “civilizar” o Brasil, quase 170 anos depois das propostas originais?

Não se espera, ao início deste ensaio, que todas essas questões possam ser respondidas completamente, ou sequer tratadas a contento – ou seja, de forma sistemática ou mais ou menos minuciosa –, mas existe pelo menos a intenção do autor de abordar cada uma delas de maneira abrangente – um conceito que se traduz pela palavra comprehensive, em inglês –, um empreendimento que traduz um esforço de interpretação do pensamento de Varnhagen, à luz dos teóricos de sua época e da  possível influência ou impacto que ele deixou não apenas nos intelectuais que absorveram os principais conceitos de sua obra, mas também no ideário nacional incorporado ao ensino da história e de outras disciplinas das humanidades nas instituições públicas de educação, do médio ao superior.
Caberia ressalvar, neste ponto inicial, que o autor deste ensaio não é historiador, não possuindo, portanto, o instrumental metodológico da disciplina, e sequer pretende ser especialista no pensamento de Varnhagen, sendo apenas um praticante da sociologia histórica, e que aprecia trabalhar com os fundamentos históricos e econômicos da diplomacia brasileira. Muito do que vai aqui sintetizado já foi objeto de tratamento pormenorizado nos trabalhos de eminentes especialistas, em especial do professor Arno Wehling, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, autor de diversas obras a respeito do pensamento político e diplomático de Varnhagen (1999, 2002, 2013a), com destaque para os seus ensaios de estrategista, e de estadista, em torno do Memorial Orgânico (2013b, 2013c), o texto mais diretamente relacionado à temática deste ensaio, o pensamento estratégico do historiador. Cabe aliás destacar que, ademais de seus outros trabalhos sobre Varnhagen, a “retomada” do Memorial, sua atualização vocabular e sua disponibilização mais ampla são diretamente imputáveis ao tino histórico exemplar e à dedicação desse estudioso da obra do historiador sorocabano.
Cabe mencionar igualmente o já falecido professor Nilo Odália, autor de uma análise interpretativa da obra historiador-diplomático, situando-a no plano da formação da historiografia brasileira, inclusive em perspectiva comparada com Oliveira Vianna (1979; 1997). Nilo Odália procura estabelecer uma “relação de continuidade” entre ambos, que seria “característica de uma parte significativa da historiografia brasileira do século XIX e do início deste [XX] século, até o final da década de 1920, em que a preocupação fundamental do historiador era a de, ao partir de uma análise fundante de nossa história, buscar soluções para a realização do sonho de uma Nação unitária e integrada” (1997: 119-120). Essa Nação, como ainda destaca Odália, deveria ser socialmente “solidária”, na expressão usada por Oliveira Vianna, ao passo que o próprio Varnhagen falava de uma “Nação compacta”, como destacado na tese de Janke (2009).
Entre outros autores “varnhageanos”, entre eles Américo Jacobina Lacombe, autor de um estudo sobre o pensamento político do historiador (1967), Nilo Odália destacou a importância crucial do Estado, em Varnhagen, como “força tuteladora e instrumento de formação da Nação” (1997: 63-87), assim como chamou a atenção e sintetizou com clareza, usando as próprias palavras do historiador (no início da História Geral), os objetivos autofixados para sua missão enquanto funcionário do Estado, mas especializado na “arqueologia” da nação:
[E]m primeiro lugar, colaborar na Administração do Estado, por meio do levantamento histórico de dados que lhe possam ser úteis; em segundo, favorecer a unidade nacional; e, em terceiro, complementando o segundo, fomentar e “exaltar” o patriotismo, enobrecendo o espírito público. (1997: 38).

Ao estudar o passado do Brasil, mais exatamente, ao “construir” ele mesmo esse passado, que nunca tinha sido escrito tão completamente quanto ele quis fazer, mediante pesquisas em arquivos primários, Varnhagen pretendia, na verdade, “moldar o futuro da nação”, como destaca Odália. Tal tarefa, assumida como missão pessoal por Varnhagen, constitui, justamente, a própria essência do planejamento estratégico, que é a de examinar tendências fortes existentes no passado e no presente, para poder projetar, e provavelmente influenciar, uma rota preferencial dentre os itinerários futuros.

1. Varnhagen possuía um pensamento estratégico?
(...)
 =============

Vou disponibilizar este texto, assim que terminar a revisão...
Um resumo do que foi o Memorial Orgânico de Varnhagen: 

Ele pensou que iria "civilizar" o Brasil: não conseguiu, mas deixou o roteiro (em 1849) do que precisaria ser feito, em seis grandes tarefas: 
1) Negociar tratados bilaterais de limites (já feito pelo Barão do Rio Branco, meio século depois); 
2) Transferir a capital para o interior (feito por JK, cem anos depois); 
3) resolver problemas de infraestrutura: transportes e comunicações (feito parcialmente pelos militares, mas ainda muita coisa inconclusa, que não vai ser feita pelo Estado, inepto e sem recursos; tem de passar para a iniciativa privada, como aliás fazia o Império); 
4) resolver os problemas da federação, de organização administrativa, de desequilíbrios regionais, etc (a União só se reforçou desde a monarquia unitária, e a despeito de uma República supostamente federativa); 
5) Fragilidade da defesa nacional, por falta de uma doutrina de segurança e de meios adequados (continua a mesma coisa); 
6) heterogeneidade da população, com escravismo extensivo, índios não aculturados (mudaram os problemas, mas a heterogeneidade continua, sobretudo por causa de uma educação deplorável). 
Ou seja, mais da metade da tarefa "civilizatória" de Varnhagen continua sem ter sido concluída...